Livros

Contando as Letras: Eu sou Malala

Olá reclusos! Tudo bem com vocês? Como passaram de semana passada para cá? Enfim, hoje retornamos com o meu, o seu, o nosso queridíssimo Contando as Letras!!! E hoje um favorito da minha estante um livro que me cativou e ganhou um lugar todo seu no meu coração que é Eu sou Malala. É uma honra e uma responsabilidade enorme trazer esse livro aqui, pois ele é maravilhoso, mas tentarei compartilhar o máximo que puder dele para vocês e da melhor forma possível.

Quando o mês de março começou eu fiquei um pouco preocupada. O tema do mês do Clube de Leitura Serendipity (lembram dele aqui?) era um livro escrito por uma mulher, mas eu não fazia ideia de qual livro ler, já que todos os livros escritos por mulheres que eu tinha eu já havia lido. Nada parecia me agradar. Eis que então, em um belo dia enquanto eu navegava pela Amazon, eu vejo este livro quase que saltando da tela e vindo ao meu encontro e logo eu pensei ~é ele~. Comprei, me apaixonei e comecei a ler de cara e, com certeza, foi a minha escolha mais acertada, pois se encaixou perfeitamente com o tema e, além de ser escrito por duas mulheres, narra a história desta grande menina-mulher que tem feito muito em busca da educação. Esse livro, inclusive, motivou em muito a minha metanoia com relação ao feminismo, mas isso é assunto para um post sozinho. Então, vamos ao livro XD.

Com 342 páginas e sendo escrito por Malala Yousafzai e Christina Lamb será que tenho quedas por livros escritos em conjunto? (mas eu vou me referir como se fosse apenas a Malala, pois é a biografia dela. Christina ajudou colocando as coisas no papel e indo até a região dela pegar depoimentos), Eu sou Malala é, sem sombra de dúvidas, mais do que esperei. Quando eu ouvi falar da Malala pela primeira vez em um jornal, a algum tempo como “a menina que foi baleada por defender a educação é a garota mais jovem a ganhar um Nobel da paz”, conclui ~deve ter ido pra escola disfarçada de homem, like a Mulan, e foi descoberta~, então quando eu vi a biografia dela pela primeira vez pensei ~gente, uma biografia pra contar que ela queria estudar, mas era impedida? Que pobre~. Talvez eu nunca esteja tão enganada como estive nesse dia.

Confesso que sempre tive a ideia de que o direito do acesso à educação pelas mulheres fosse algo conquistado apenas nos países mais “evoluídos” na questão legislativa, então qual foi minha surpresa quando eu descobri que as mulheres no Oriente Médio já conquistaram esse direito a alguns anos! Sinceramente eu não sabia disso, talvez por falta de pesquisar também, a questão é que esse livro é uma verdadeira aula de história para leigos como eu.

Em sua biografia, Malala narra toda a evolução política que o Vale do Swat sofreu, desde que passou a integrar o Paquistão até hoje. Ela descreve os costumes regionais e religiosos dos pachtuns (por conseguinte seus próprios), conta sobre o legado que seu pai construiu (o que justifica seu próprio jeito de ser) e sobre como gostava da escola. Ela conta sobre os preconceitos que sofreu por ser mulher, sobre sua ousadia em andar na rua com o rosto descoberto e como sempre creu que podia ser ouvida. Ela conta sobre como o Talibã começou e como cresceu, até conseguir a força que tem hoje, e como ele tentou calar a voz não só dela, mas de qualquer um que se opusesse a eles. Conta sobre como o governo parecia não enxergar o que estava acontecendo, como ela levou um tiro perto do olho esquerdo e como sobreviveu, apesar de tantos diagnósticos contrários. E, claro, como é ser uma refugiada e não poder voltar ao seu país, por sofrer ameaças de morte, e como ela encara a repercussão que sua história teve e como ela quer ser vista.

Separei um trecho muito especial para compartilhar com vocês, um dos meus favoritos do livro ❤ confere só:

Hoje, ao me olhar no espelho, lembrei que uma vez pedi a Deus alguns centímetros a mais. Ele acabou me fazendo alta como o céu, tão alta que não consegui me medir. Então ofereci as cem raakaf nafl* que tinha prometido se crescesse.
Amo Deus. Agradeço a meu Alá. Converso com Ele todo dia. É o maior. Ao me dar uma altura para alcançar as pessoas, Ele também me deu grandes responsabilidades. Paz em todo lar, toda rua, toda aldeia, todo país – esse é o meu sonho. Educação para toda criança do mundo. Sentar numa cadeira e ler livros com todas as minhas amigas, em uma escola, é um direito meu. Ver todo ser humano com um sorriso de felicidade é o meu desejo.
Eu sou Malala. Meu mundo mudou, mas eu não.”

* orações adicionais, além das cinco diárias obrigatórias.

Graficamente o livro é perfeito, muito bem feito e tem até fotos da vida da Malala. Os agradecimentos são muito 😍, só mostram quão linda a alma dela é. Ah, e ela também fala sobre o Fundo Malala, uma fundação que ela criou que “acredita que cada menina e menino tem a capacidade de mudar o mundo, e tudo de que precisam é uma chance”. Sem dúvidas, apesar de ser minha primeira biografia (ao menos a que eu me lembre), é uma linda história que me faz olhar para a minha realidade de outra forma e acreditar que é possível mudar algo, basta querer.

Acho que eu nem preciso comentar quantas estrelas eu dei de 5 😂 que foi, lógico, 5. Um livro para guardar no coração, com certeza favorito eternamente 💓. E aí, reclusos, o que acharam? Já leram Eu sou Malala? Espero que tenham gostado de ter visto esse livro por aqui! Qual livro vocês esperam ver? Deixe aqui nos comentários e, quem sabe, não será o próximo? Eu vou ficando por aqui e vejo vocês semana que vem. Até mais!

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13 comentários em “Contando as Letras: Eu sou Malala

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