Cartas e Escritos

Tudo bem, me rendo.

Sei que não posso me trancar no meu quarto agora e chorar por longas horas em arrependimento por ter agido de forma tão estúpida por tanto tempo e também sei que, mesmo se pudesse fazer isso, não o faria. Ainda preciso do Teu perdão por isso: sei que devo fazer, mas não quero fazer.

Tu repetistes as mesmas palavras desde o raiar do dia: “fala Comigo, confia em Mim, ouça a Minha voz”… E eu, como tola, venho protelado o inevitável vez após vez. Perdão por isso também, minha humanidade se conforta em ter tudo nos mínimos controles.

Definitivamente é apenas isso: rendição. Se rendição sem arrependimento genuíno é pecado eu não sei, sei que minha decisão é inteiramente racional e vai, justamente aqui e agora, contra tudo o que eu sinto. Eu decido, sem apelos dramáticos e emocionais, me render.

Acabei de ouvir meu professor dizer sobre as precauções que ele toma com seus clientes e imagino se Tu estás fazendo isso agora comigo. Eu devo assinar algum “termo de responsabilidade”? Eu assino, minha razão me leva inteiramente a isso e eu não posso fazer de outra forma.

E não sei quantas vezes eu devo fazer essa oração, mas farei até aprender a lição: arranque de mim o que for preciso, bata em mim até que eu aprenda, me despedace até que eu reconheça que de Ti somente provém toda soberania e todo o poder. A Ti eu devo todo o reconhecimento e sujeição e somente a Ti desejo servir enquanto eu viver.

Tudo bem, me rendo. A Ti me renderei.

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