BEDA · Cartas e Escritos · Projetos e Apresentações

[Especial Páscoa #5] – O Preço da Liberdade

Sou uma escrava. Isso soa forte e aprisionador, mas é o que sou, uma escrava. Escrava das minhas emoções, escrava dos meus medos, escrava da opinião alheia, escrava dos meus erros, escrava do pecado. Estou nessa condição desde que me entendo por gente, nasci nela e, pelo que percebi, todos ao meu redor nasceram. Vivemos como escravos da Morte, ela coloca fardos cada vez mais pesados sobre nós e estamos cada vez mais perto do fim.

Mais cedo ouvi um homem dizendo que veio da parte de Deus para nos salvar da escravidão. Vários sinais já aconteceram desde que esse homem chegou, mas nada mudou de fato. Ao menos não até hoje. Essa noite será diferente, celebraremos a Páscoa.

Uma série de recomendações foram passadas, nossas malas estão prontas e a liberdade bate à porta. Um cordeiro sem defeito deve ser imolado. Um cordeiro inocente deve ser morto e pagar o preço de sangue para nos proteger da ira divina que cairá sobre a terra. Usamos o sangue nos umbrais e portais das casas, o sangue do cordeiro vai a frente anunciando que o sacrifício foi feito.

A noite passa, a morte vem causando uma destruição avassaladora, gritos se tornam a trilha sonora que anuncia a liberdade de um povo subjulgado pelo pecado. Todos os que se apropriaram do sangue do sacrifício saem de seus lares num mundo de escravidão para uma nova vida de liberdade. Uma nova casa, um novo lar.

O homem que veio em nome de Deus anuncia que irá a frente preparar um lugar, mas anuncia que deixa um amigo consolador, para que nossa jornada de volta ao lar não se perca. Para que ninguém se sinta só.

Enquanto todos saem, a grande constatação: o cordeiro inocente era o homem. Ele não veio em nome de Deus, Ele é o próprio Deus, pagando o preço para que sua criação seja livre. Saímos do Egito e da escravidão, somos então livres para na Jerusalém celestial morar.

Guiados pelo Santo Espírito, enviado pelo próprio Deus -e que também O é -seguimos rumo ao eterno lar, longe dos medos, das lágrimas e da dor. O que outrora nos era familiar, passa a ser uma lembrança cada vez mais distante e que em breve desaparecerá.

Graças ao preço que foi pago podemos nos livrar de todos os fardos de escravidão. Eu, antes escrava, agora sou serva dAquele a quem minha alma anseia; Aquele a quem aguardo ansiosamente por Seu retorno. Serva sou de quem primeiro me amou. Fitando a Cruz me liberto e me torno serva dEle.

Uma nova servidão, que não mais subjuga nossas almas. A servidão que nos liberta para vivermos a plenitude de uma vida eterna. Uma vida inteira e eterna que está apenas começando.

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